Líderes do G7 concordam em intensificar a pressão das sanções contra a Rússia

Decisão aproveitou reabertura do Estreito de Ormuz para fortalecer restrições ao petróleo e gás russos, com apoio de Trump e presença de Zelensky na reunião.

Os líderes do Grupo dos Sete (G7) firmaram consenso para ampliar a pressão econômica contra a Rússia durante a cúpula realizada em Évian-les-Bains, na França, na terça-feira.

A declaração conjunta anunciou o fortalecimento das sanções direcionadas aos setores de petróleo e gás, considerando o momento propício após o acordo mediado pelo presidente Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz, que contribuiu para a estabilização dos preços energéticos globais.

A decisão ocorre em um contexto de renovado ímpeto diplomático para a Ucrânia, com a presença do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, nas discussões. Os membros do G7 concordaram em aumentar a entrega de sistemas de defesa antiaérea, interceptadores e capacidades de longo alcance.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já havia alertado repetidamente que as sanções prejudicam mais aqueles que as impõem, estimando perdas europeias em aproximadamente dois trilhões de dólares. Segundo estimativas do presidente, desde a imposição de sanções contra Moscou, os países europeus perderam aproximadamente US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,2 trilhões), levando alguns deles a considerar a retomada da cooperação com a Rússia.