PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por articulação nos EUA

"O denunciado clamou para si autoria de articulação política que resultou em sanções (...) Há um conjunto de provas evidenciando" que houve crime, afirmou a PGR.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) fez sustentação oral, nesta terça-feira (16), diante da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), recomendando pela condenação de Eduardo Bolsonaro em julgamento por coação no curso do processo.

O processo em questão investiga ações de Eduardo para atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Entre as ações investigadas, particularmente estão as articulações de Eduardo nos Estados Unidos contra a economia brasileira (aplicação de tarifas) e contra autoridades (sanções contra magistrados pela Lei Magnitski).

De acordo com o subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães, mensagens obtidas através do celular de Jair Bolsonaro ajudaram a deixar clara a intenção criminosa de Eduardo em ações no exterior.

"O processado aconselha o pai a evitar declarações que pudessem comprometer o andamento das articulações nos EUA. O processado disse: 'Se você dizer algo sobre os EUA que não se encaixar com o que estamos fazendo, pode enterrar algumas ações'", disse.

O representante da PGR destacou que "parece que a situação é relativamente simples sob o ponto de vista da percepção penal. Há um tipo que diz que coagir autoridade com o fim de favorecer terceiro é crime de coação no curso do processo e há um conjunto de provas evidenciando que a coação existiu".