
Líder de país do G7 admite que o grupo 'já não dirige o mundo'

Às vésperas da cúpula do G7, realizada de 15 a 17 de junho na cidade francesa de Evian, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou no sábado (13) que o grupo já não ocupa a posição dominante que teve no passado. A declaração foi feita durante uma intervenção no Trinity College de Dublin, na Irlanda, na semana passada.
Carney destacou que a reunião deste ano inclui, além dos membros do grupo, países como Índia, Brasil, Egito, Quênia e vários Estados do Golfo Pérsico. Segundo ele, esses parceiros contribuirão com "uma perspectiva e um elemento mais amplos para as soluções".

"O primeiro ponto é reconhecer que o G7, se alguma vez dirigiu o mundo, já não o dirige nem pretende fazê-lo", declarou o premiê canadense ao comentar o papel atual do bloco no cenário internacional.
As declarações ocorrem em um contexto de maior relevância política e econômica de países emergentes e de blocos alternativos ao G7 e ao G20. No início de junho, o vice-chefe da Administração Presidencial da Rússia, Maxim Oreshkin, afirmou que os países do BRICS representam atualmente cerca de 50% do crescimento econômico global, enquanto a contribuição do G7 está abaixo de 20%.
Durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), Oreshkin disse que os países que antes podiam "impor e estabelecer as diretrizes do desenvolvimento" já não têm essa capacidade. Ele também afirmou que a economia ocidental enfrenta "tremores e febre", mas avaliou que o potencial econômico da Rússia continua crescendo e que o país deve "aproveitar isso para seguir adiante".
