União Europeia acusa China de participação no conflito ucraniano; Pequim reage

A chefe da diplomacia europeia fez uma alegação sobre a suposta ajuda chinesa a Moscou, sem oferecer mais detalhes.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, alegou na segunda-feira (15) que a China vem treinando militares russos para o conflito ucraniano, provocando a reação rápida de Pequim.

Em uma coletiva de imprensa após a reunião dos Ministros das Relações Exteriores da UE em Luxemburgo, Kallas declarou: "Pequim continua sendo um facilitador fundamental da guerra da Rússia contra a Ucrânia". 

"Essas declarações não têm base factual e são pura calúnia e difamação", declarou o porta-voz da chancelaria chinesa Lin Jian, ao ser perguntado sobre a declaração de Kallas em conferência de imprensa nesta terça-feira (16).

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, já havia se referido à chefe da diplomacia europeia em termos críticos. "Só não sei como eles lidam com isso. É uma vergonha e motivo de piada", Afirmou Lavrov no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) no início de junho.

O enviado especial russo para Investimento e Cooperação Econômica com Países Estrangeiros, Kirill Dmitriev, descreveu Kallas como "belicista irresponsável e de baixo QI", e denunciou a chefe da diplomacia europeia está "empurrando o mundo para a Terceira Guerra Mundial".