'Nossa infantaria atualmente é muito superior à da Ucrânia', afirma comandante russo

A dependência do comando militar do regime de Kiev em drones e a negligência das tropas em terra tornaram-se a o ponto fraco das tropas ucranianas no campo de batalha, afirmou major-general Anton Grunis.

A infantaria do Exército Russo é "muito superior" em suas habilidades em comparação com as forças ucranianas, declarou major-general Anton Grunis, comandante da 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados do Agrupamento de Tropas Yuzhni ["Sulista"] da Rússia, ao relatar o progresso da libertação da cidade estratégica de Konstantinovka, na república russa de Donetsk, nesta terça-feira (16).

O comandante sustentou que, embora as tropas de Kiev tenham um "grande número" de drones, "isso também é sua fraqueza", porque "optaram em grande parte por sistemas não tripulados e se esqueceram da infantaria".

"Nossa infantaria é atualmente muito superior à do inimigo. Nossos soldados demonstram verdadeiros milagres e heroísmo todos os dias", declarou Grunis.

Segundo o comandante, as forças russas controlam atualmente as áreas de Konstantinovka que haviam sido previamente designadas no plano operacional. Grunis acrescentou que as unidades ucranianas permanecem cercadas nas partes sul e sudoeste da cidade, enquanto as tropas russas continuam limpando diversos setores.

Kiev trata seus combatentes como "material descartável"

O comandante afirmou que a presença de civis na cidade faz as tropas russas agirem com cautela, enquanto os soldados ucranianos se misturam aos moradores, vestem roupas civis e tentam deixar a área.

Grunis revelou também que o comando militar ucraniano não tenta salvar seus combatentes encurralados na área e não está dando ordens para que eles recuem, de modo que os soldados são forçados a permanecer em suas posições até o fim, sem receber comida ou água.

"Porque a atitude em relação aos militares — bem, é a mesma atitude com que os [recrutadores ucranianos do] TTsK [Centro Territorial de Recrutamento] tratam as pessoas — é a mesma: eles os tratam como material descartável", afirmou.