
General iraniano afirma que estreito estratégico está sob controle da Resistência Islâmica

O Estreito de Bab el Mandeb, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, está completamente sob controle da Resistência Islâmica, afirmou nesta segunda-feira (15) o general de brigada Esmail Qaani, comandante da Força Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). Segundo ele, a região representa uma das "cartas vencedoras" da frente da Resistência.
Qaani declarou que "Bab el Mandeb é uma das cartas vencedoras da frente da Resistência e, se necessário, outras cartas serão mostradas". O comandante acrescentou que o estreito está "como cera nas mãos dos filhos do Hezbollah, do Ansar Allah [os houthis do Iêmen] e até de alguns filhos da Resistência [Islâmica] que nem sequer são iemenitas".

De forma mais ampla, o general afirmou que todo o Eixo da Resistência teve desempenho destacado no conflito recente. Segundo ele, o Hezbollah atuou de maneira relevante durante a guerra, enquanto o Hamas será reconstruído em breve.
Qaani também avaliou que Estados Unidos e Israel perderam prestígio onde enfrentaram a Resistência. Ele afirmou que, embora "na Palestina e em Gaza tenham destruído tudo", os "filhos da resistência palestina", a Jihad Islâmica e outros grupos são os vencedores desse confronto, apesar das perdas sofridas.
No último domingo (14), autoridades dos Estados Unidos e do Irã anunciaram que o texto do memorando de entendimento entre os dois países já foi concluído e que a assinatura oficial está prevista para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. O anúncio encerra semanas de negociações tensas entre as partes, que em diversos momentos avançaram lentamente.
"O acordo com a República Islâmica do Irã já é uma realidade. Parabéns a todos!", escreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede social Truth Social. Na mesma publicação, ele afirmou ter autorizado "plenamente a abertura sem restrições do Estreito de Ormuz" e o "levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos".
Por sua vez, o vice-ministro para Assuntos Jurídicos e Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que, conforme o entendimento alcançado, "a partir desta noite será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".
Um dos principais mediadores das negociações, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também confirmou que o acordo abrange a situação no Líbano.
Autoridades de Teerã haviam indicado anteriormente que a questão nuclear foi adiada para a etapa do acordo final, já que as exigências dos Estados Unidos sobre o tema não são aceitáveis para o Irã neste momento.
