Bandeiras do Brasil, camisas da seleção, carros enfeitados e concentrações nas ruas passaram a fazer parte do cenário da Copa do Mundo de 2026 em países árabes.
A mobilização ganhou dimensão em cidades do Líbano, mas também apareceu em declarações de torcedores, atletas e articulistas da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, da Jordânia e da Argélia.
No Líbano, os preparativos para a partida entre Brasil e Marrocos levaram torcedores às ruas de Trípoli. A Al Jadeed informou no sábado (13) que concentrações foram organizadas em Jabal Mohsen, onde bandeiras foram levantadas e carros receberam as cores da seleção.
Segundo o veículo, a presença de público nas ruas acompanhou as horas que antecederam a estreia brasileira no torneio. Um vídeo mostrou grupos com camisas amarelas, bandeiras e sinalizadores ocupando uma via entre prédios da cidade.
A mobilização também chegou a Beirute. Imagens mostraram uma marcha de torcedores do Brasil pelas ruas da capital, com bandeiras presas a carros, buzinas, músicas e gritos de apoio à seleção antes do confronto com o Marrocos.
Na sexta-feira (12), uma reportagem da Al Jazeera já havia mostrado como a Copa passou a ocupar as ruas, varandas e comércios de Beirute e de cidades do sul do país.
De acordo com o texto, camisas de seleções e bandeiras voltaram a aparecer mesmo com os ataques aéreos israelenses e a presença de drones na região.
Entre os entrevistados estava Mohammed al-Durra, torcedor do Brasil. Ele recordou que os libaneses também acompanharam a Copa durante a invasão israelense de 1982 e afirmou que continuaria assistindo às partidas nas condições atuais.
Outro torcedor brasileiro ouvido pela Al Jazeera, identificado como Samir, disse que o torneio poderia reunir famílias em torno do futebol após meses marcados por notícias sobre ataques e deslocamentos.
Arábia Saudita
Na Arábia Saudita, a torcedora Amal bint Khaled fez questão de pontuar que, depois da seleção saudita, torce pelo Brasil.
Ao explicar a escolha, ela mencionou Pelé, Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Rivaldo, além das cinco conquistas mundiais da seleção.
Emirados Árabes Unidos
Nos Emirados Árabes, o goleiro Ali Al-Hosani, do Ajman, declarou sua torcida pelo Brasil em entrevista ao jornal Emarat Al Youm no sábado (13).
Al-Hosani afirmou que acompanha as partidas da seleção brasileira e que encontra prazer no futebol apresentado pela equipe. Na avaliação sobre a disputa do título, porém, apontou a França como principal candidata.
O jogador disse esperar que o Brasil avance no torneio e chegue às fases finais, embora tenha separado sua preferência pessoal da análise sobre os favoritos à taça.
Jordânia
Na Jordânia, a relação com o Brasil apareceu em um artigo de Rania Haddadin publicado pelo portal Ammon News na terça-feira (9).
A autora contou que torce pela seleção desde os oito anos e que ainda guarda a lembrança da derrota para a Itália na Copa do Mundo de 1982. Segundo Haddadin, o apoio ao Brasil atravessou as décadas, embora a edição de 2026 tenha um significado diferente por marcar a participação da Jordânia no torneio.
Ela afirmou que não imaginava, quando acompanhava o Brasil na infância, que um dia veria a bandeira de seu próprio país entre as seleções da Copa.
Argélia
Na Argélia, Samir revelou que o Brasil é a única seleção pela qual torce depois da equipe argelina.
Embora tenha demonstrado preocupação com o desempenho da equipe, o autor manteve o Brasil como sua segunda seleção no torneio.