Saiba qual será o importante papel da inteligência artificial durante a Copa do Mundo de 2026

Quase todas as seleções já contam com especialistas em ciência do esporte e análise de dados, além de doutorandos integrados à rotina das equipes.

A Copa do Mundo de 2026 não será apenas um evento de futebol, mas também uma vitrine tecnológica sem precedentes para o esporte. Por trás de cada passe e deslocamento, haverá o suporte de inteligência artificial, sensores e análise de dados em tempo real, conforme informou na quinta-feira (11) a revista Nature.

Pela primeira vez, todas as seleções terão acesso a ferramentas de IA capazes de analisar a movimentação dos jogadores e o comportamento tático do elenco durante as partidas. Além disso, cada atleta contará com um avatar 3D gerado por meio de escaneamento corporal. Esses modelos digitais serão utilizados pelos árbitros para reconstruir jogadas polêmicas e refinar decisões sobre impedimentos, faltas ou toques de mão na área.

A tecnologia também será integrada à bola, que passará a conter sensores internos para detectar impactos e auxiliar na clarificação de lances controversos, servindo como complemento ao VAR (árbitro de vídeo).

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Nas áreas técnicas, as comissões receberão estatísticas ao vivo sobre deslocamentos, esforço físico e posicionamento. Dados que antes eram restritos a clubes de elite agora serão disponibilizados pela FIFA para todas as seleções participantes.

Segundo Franco Impellizzeri, editor-chefe da revista Science and Medicine in Football e cientista do esporte na Universidade Tecnológica de Sydney, quase todas as grandes seleções já possuem especialistas em ciência do esporte e análise de dados, incluindo doutorandos integrados ao cotidiano das equipes. O desafio, alerta ele, não é a coleta de informações, mas o uso estratégico delas: desde o ajuste de treinamentos até o desenvolvimento de modelos para a prevenção de lesões.