
Taiwan espera que Trump aprove maior acordo da história de venda de armamentos à ilha

O representante de Taiwan nos Estados Unidos, Alexander Tah-ray Yui, disse à CNN na quinta-feira (11) que está confiante de que Washington aprovará uma nova venda de armas para a ilha no valor de US$ 14 bilhões, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tenha tomado uma decisão final sobre a transação.
Anteriormente, o governo dos EUA havia suspendido temporariamente o que seria o maior acordo de armas já vendido a Taiwan, alegando a necessidade de preservar suas reservas de munição em vista do conflito com o Irã. Após conversas com o presidente chinês, Xi Jinping, Trump afirmou que ainda não aprovou o acordo, mas indicou que os Estados Unidos ainda estão considerando a possibilidade de fornecer as armas.

Decisão está nas mãos de Trump
De acordo com Yui, que atua como enviado diplomático de facto de Taiwan, cabe ao presidente dos EUA resolver a questão. "Assim que a revisão for concluída, esperamos que o anúncio seja feito, pois precisamos dessas armas para nos defendermos melhor", declarou o representante taiwanês.
Enquanto isso, Cheng Li-wun, líder do principal partido de oposição de Taiwan, o Kuomintang (KMT), está em visita a Washington. Lá, ela se reuniu na quarta-feira (10) com vários senadores e representantes, bem como com Brian Mast, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.
- Taiwan é autogovernada desde 1949, enquanto a China a considera parte inalienável de seu território, e a maioria dos países, incluindo a Rússia, reconhece a ilha como parte integrante da República Popular da China.
- Embora Washington reconheça oficialmente a política de "Uma Só China", mantém simultaneamente contatos com o governo de Taipei e é o principal fornecedor de armas de Taiwan, a chamada "ambiguidade estratégica".
