A princesa tailandesa Bajrakitiyabha Narendira Debyavati faleceu aos 47 anos após o agravamento de seu estado de saúde, devido a múltiplos problemas de saúde, e depois de permanecer quase quatro anos em coma, informou nesta sexta-feira (12) a Casa Real da Tailândia.
De acordo com o comunicado, a princesa faleceu às 19h48 desta quinta-feira, 11 de junho, após "receber tratamento prolongado por insuficiência cardíaca" no Hospital Memorial Rei Chulalongkorn, em Bangkok.
O estado de saúde de Bajrakitiyabha teria se agravado devido a uma infecção intra-abdominal, colite, hipotensão, arritmias e distúrbios de coagulação sanguínea, detalhou a agência Reuters, citando o palácio. A princesa havia sido hospitalizada em dezembro de 2022 após desmaiar enquanto treinava seus cães no distrito tailandês de Pak Chong e, em seguida, internada em um hospital local.
Posteriormente, Bajrakitiyabha foi transferida de helicóptero para Bangkok, onde os médicos concluíram que seu quadro era consequência de uma arritmia cardíaca grave causada por uma inflamação do coração após uma infecção por micoplasma. Ela permaneceu internada no Hospital Rei Chulalongkorn desde 15 de dezembro de 2022 até o dia de sua morte.
De acordo com o jornal Bangkok Post, desde 21 de maio, a equipe médica real vinha acompanhando de perto a saúde da princesa, devido a uma grave infecção fora de controle, que afetou vários órgãos importantes. Em abril, havia sido detectada uma infecção abdominal, causada por uma inflamação do intestino grosso, que desestabilizou a condição da princesa. A partir daí, seu estado de saúde foi se deteriorando gradualmente até seu falecimento.
Serviço ao seu país e ao povo
Bajrakitiyabha destacou-se por sua carreira diplomática. Ela estudou Direito e trabalhou como advogada na Procuradoria-Geral da Tailândia entre 2006 e 2011. Entre 2012 e 2014, foi embaixadora da Tailândia na Áustria, Eslovênia e Eslováquia. Em 2021, ingressou no Exército, onde recebeu o posto de general e atuou como chefe do Estado-Maior no Comando de Segurança Real.
Além de suas funções na administração pública, a princesa impulsionou vários projetos destinados a melhorar a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, principalmente das mulheres presas, fundando uma organização beneficente que promove seus direitos, em particular das grávidas e das que têm filhos.