O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (11), a necessidade de uma "revolução cultural", através da aproximação educacional e cultural com a África e com a América Latina.
Lula afirmou querer uma "consciência latino-americana", durante o III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas da CONAQ, em Brasília. Nesse sentido, o mandatário destacou a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), inaugurada em 2010 e da qual foi um dos idealizadores. Em julho de 2026, ele deverá entregar a primeira etapa das obras da sede da universidade.
"Eu tô criando [sic.] a Unila em Foz do Iguaçu, que vai ser uma universidade para 20 mil jovens. Com currículo latino-americano, com estudante latino-americano, com professor latino-americano. Para criar uma consciência latina-americana, porque nós não queremos uma consciência dos poderosos. A gente quer a nossa consciência", declarou.
Parceria com universidades africanas
O presidente brasileiro defendeu ainda a aproximação com universidades africanas, incluindo a criação de cursos à distância para promover trocas educacionais entre o povo do Brasil e de países do continente.
Segundo Lula, o Brasil poderia "ensinar, formar, para ajudar a África a dar um salto de qualidade". Já as instituições africanas poderiam ensinar "a história da África" aos brasileiros, com o objetivo de "acabar com o preconceito".