Logo na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, nesta quinta-feira (11), o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio entrou para a história de uma forma inusitada.
Ao distribuir três cartões vermelhos no confronto entre México e África do Sul, o juiz expulsou mais jogadores em um único jogo do que em quatro edições completas da Copa do Mundo somadas.
Os três vermelhos aplicados por Wilton — dois para atletas sul-africanos e um para um jogador mexicano — superam o total de expulsões registradas em toda a Copa de 1930, no Uruguai; na de 1934, na Itália; na de 1950, no Brasil; e na de 1970, no México. Juntas, essas quatro edições registraram apenas duas expulsões.
A marca alcançada pelo brasileiro também iguala o número total de cartões vermelhos registrados em toda a Copa de 1954, na Suíça, e na de 1978, na Argentina, ambas encerradas com três expulsões cada.
Copas recentes
O desempenho disciplinar da estreia segue impressionante quando comparado aos Mundiais recentes.
Com apenas uma partida disputada, a Copa de 2026 já chegou perto do total de expulsões da edição de 2022, no Catar, que terminou com apenas quatro cartões vermelhos em 64 jogos. O mesmo número foi registrado na Copa de 2018 e também na de 1938.
Apesar da marca expressiva, o recorde histórico de expulsões em uma única partida de Copa permanece intacto. Ele pertence ao confronto entre Portugal e Holanda nas oitavas de final do Mundial de 2006, quando quatro jogadores foram expulsos.
Abertura avermelhada
A atuação de Wilton Pereira Sampaio também estabeleceu o jogo de abertura mais rigoroso já registrado em Copas do Mundo. O recorde anterior pertencia à partida entre Argentina e Camarões, na abertura do Mundial de 1990, quando foram duas expulsões.
O recorde geral de expulsões em uma edição segue pertencendo à Copa de 2006, realizada na Alemanha, que registrou 28 cartões vermelhos. Em segundo lugar aparece a Copa de 1998, na França, com 22 expulsões.