
Chefe da diplomacia da União Europeia pode ser destituída e serviço externo desmantelado

França e Alemanha encabeçam negociações na União Europeia para reorganizar o serviço diplomático do bloco e limitar as competências da alta representante para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas, visando melhorar a eficácia diante de crises geopolíticas, informou o Financial Times.
Segundo funcionários europeus, há insatisfação com o trabalho de Kallas e do Serviço Europeu de Ação Exterior (SEAE), que tem orçamento anual de 1 bilhão de euros.
"O SEAE não funciona como deveria. O problema é estrutural", afirmou uma fonte.
Críticas apontam superposição de funções e falta de coordenação entre o SEAE, ministérios nacionais e departamentos da Comissão Europeia.

Dissolução da autonomia
O descontentamento cresceu com declarações pessoais de Kallas sobre temas de política externa ainda não aprovados pelos países-membros.
Entre as propostas francesas está a dissolução do SEAE e a limitação da autonomia da chefe da diplomacia europeia.
A reestruturação também visa reduzir custos no próximo orçamento geral do bloco, com possível realocação de responsabilidades para direções da Comissão Europeia.
Um funcionário alemão defendeu a necessidade de "uma União Europeia mais forte e um braço de política externa mais sólido", garantindo esforços contínuos para melhorar a tomada de decisões.
