Na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2026, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi alvo de questionamentos sobre problemas e desconfortos com a organização do torneio nos Estados Unidos, um dos países-sede.
O responsável pela cobrança foi o jornalista Dan Roan, da BBC. "O senhor não se sente envergonhado com o que está acontecendo nesta Copa do Mundo? Não deveria admitir que perdeu o controle do próprio torneio?", disparou.
As perguntas têm relação com restrições de entrada no país, revistas vexatórias e dificuldades para obtenção de vistos, incluindo o veto à entrada do árbitro somali Omar Artan, apesar dele estar com documentos em dia e sob indicação da própria FIFA.
O dirigente rejeitou a acusação e afirmou que a FIFA não tem autoridade para determinar quem governos soberanos podem ou não admitir em seus territórios.
Segundo ele, a entidade trabalha junto às autoridades nacionais para solucionar problemas específicos relacionados à competição.
Há uma onda de críticas à realização da Copa em um contexto marcado pelo endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos. Além disso, nesta quarta-feira (10), Washington voltou a lançar ataques militares contra o Irã, um dos participantes da competição.