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Destruir Hamas ou Hezbollah não trará paz, afirma Rússia na ONU

"Aqueles que fanaticamente buscam retornar o Irã à 'Idade da Pedra' ou destruir o movimento político palestino Hamas ou o Hezbollah" apenas pioram o problema, defendeu a diplomacia russa, durante debate no Conselho de Segurança.
Destruir Hamas ou Hezbollah não trará paz, afirma Rússia na ONUDivulgação/MFA Rússia

A Rússia afirmou nesta quarta-feira (10) que tentativas de destruir o Hamas, o Hezbollah ou de levar o Irã à "Idade da Pedra" não contribuirão para a estabilidade do Oriente Médio, mas sim para o aprofundamento dos conflitos na região.

A declaração foi feita pelo representante permanente russo na ONU, Vassily Nebenzia, durante um debate do Conselho de Segurança sobre soluções políticas para o Oriente Médio.

"Aqueles que fanaticamente buscam retornar o Irã à 'Idade da Pedra' ou destruir o movimento político palestino Hamas ou o Hezbollah libanês não estão aproximando a paz e a prosperidade. Pelo contrário, apenas exacerbam as fraturas existentes", argumentou o diplomata.

Falsa estabilidade

Nebenzia declarou que Moscou apoia o fortalecimento da segurança de Israel, mas criticou estratégias que, segundo ele, sacrificam a criação de um Estado palestino ou a estabilidade iraniana. "Será uma falsa estabilidade, repleta de conflitos adiados", declarou.

'Idade da Pedra'

A referência de Nebenzia à "Idade da Pedra" remete a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã.

No dia 1º de abril, o norte-americano publicou um texto em suas redes sociais afirmando: "Vamos bombardear o Irã até a aniquilação ou, como dizem, (mandá-los) de volta à Idade da Pedra".

As ameaças desde então não cessaram. Mesmo nesta quarta-feira (10), quase dois meses depois, os ataques verbais continuam

Dois Estados

Na ONU, o representante russo defendeu que a solução para os conflitos no Oriente Médio não exige ações militares, e sim propostas duradouras de paz.

Neste sentido, Nebenzia reforçou a defesa da solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino. Segundo ele, o fim dos conflitos depende de negociações diretas entre israelenses e palestinos e da criação de um Estado palestino independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como capital.

"A justiça histórica prevalecerá quando os palestinos tiverem a oportunidade de estabelecer um Estado independente (...) coexistindo em paz e segurança com Israel", concluiu.