Pessoas com níveis baixos de magnésio no sangue correm maior risco de desenvolver demência — um transtorno que afeta a memória e a capacidade cognitiva —, segundo um estudo de cientistas taiwaneses publicado na segunda-feira (8) na revista Frontiers in Nutrition.
O magnésio é um mineral essencial para o funcionamento dos nervos, dos músculos e dos vasos sanguíneos, além de contribuir para a saúde óssea.
Embora estudos anteriores já tivesse associado o mineral a doenças cardiovasculares e hipertensão, até agora sua relação com a demência não era clara.
Para investigar a possível ligação, os cientistas analisaram dados de mais de 325 mil adultos com idade acima de 50 anos e compararam aqueles com níveis baixos de magnésio — menos de 1,7 miligramas por decilitro — com pessoas que apresentavam valores normais.
Maiores chances de demência
Após ajustar fatores como idade, doenças preexistentes e hábitos de vida, o grupo com menor nível de magnésio apresentou um risco 33% maior de desenvolver demência de qualquer tipo.
A associação foi ainda mais forte no caso da demência vascular, ligada a problemas na circulação cerebral.
Além disso, nesse grupo também foram observadas maiores probabilidades de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e maior taxa de mortalidade.
Segundo os autores, a deficiência de magnésio pode estar relacionada a alterações nos vasos sanguíneos e no fluxo cerebral, favorecendo danos crônicos ao cérebro.