
Lavrov recebe candidata à chefia da ONU apoiada pelo Brasil

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, defendeu nesta segunda-feira (8) que o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas mantenha postura "neutra, independente e fiel à Carta da ONU".
Lavrov falou sobre o tema antes de uma reunião em Moscou com a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que disputa o comando da organização e conta com apoio de Brasil e México.
"Esses dois países estão sendo maravilhosos comigo. Estão apoiando com firmeza. Não são países pequenos (...) Penso que o mundo precisa de um secretário-geral neutro, independente e imparcial", disse Bachelet ao chanceler russo.
Lavrov afirmou, por sua vez, que a Rússia apoia a necessidade de um secretário-geral que atue sem "padrões duplos" na interpretação dos princípios da ONU.

"Gostaria de confirmar o nosso total apoio à necessidade de que o secretário-geral da ONU seja neutro, independente e fiel à Carta da Organização na sua totalidade (...) Este é um ponto crucial. Devemos ter a certeza de que, desta vez, o secretário-geral será realmente diferente", declarou Lavrov.
Eleições na ONU
A visita ocorre em meio à disputa pela sucessão de António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro de 2026.
Bachelet é considerada uma das principais candidatas ao cargo. Médica de formação, ela governou o Chile em dois mandatos e também comandou a agência ONU Mulheres, além de ter atuado como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2018 e 2022.
Além de Bachelet, disputam a sucessão de Guterres o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, a economista costarriquenha Rebeca Grynspan e o ex-presidente do Senegal, Macky Sall.
