Imprensa dos EUA reconhece avanços da economia norte-coreana: 'sucesso mais surpreendente do mundo'

O setor habitacional de Pyongyang apresentou resultados superiores aos de grandes cidades norte-americanas, como Los Angeles e Chicago, destacou o jornal The Wall Street Journal, que também chamou atenção para o forte desempenho de tecnologias como smartphones e veículos elétricos.

Em uma reportagem publicada no domingo (7), intitulada "A história de sucesso econômico mais surpreendente do mundo é... a Coreia do Norte", o tradicional jornal The Wall Street Journal destaca as transformações registradas na economia norte-coreana nos últimos anos.

Ao longo do texto, o veículo observa que visitantes estrangeiros começaram a notar mudanças que não eram visíveis antes do lockdown provocado pela pandemia de covid-19, como a popularização dos smartphones e o aumento da circulação de "carros de luxo" nas ruas. Segundo a reportagem, os veículos elétricos são especialmente valorizados por serem considerados menos prejudiciais ao meio ambiente.

"Os smartphones estão hoje tão difundidos na Coreia do Norte que existem mais de 50 marcas diferentes no país", destaca o jornal, citando pesquisadores e a agência de turismo russa Vostok. A publicação acrescenta que a produção doméstica de telefones celulares já supera meio milhão de unidades por ano.

Em outro trecho, os autores observam que mais de 10 mil novas moradias foram construídas em Pyongyang em 2025, um número "superior ao registrado em Los Angeles ou Chicago" no mesmo período.

Crescimento apesar do "bloqueio bárbaro"

Segundo o jornal, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, sempre demonstrou transparência em relação aos rumos da economia do país, chegando a admitir publicamente, nos últimos anos, quando determinadas medidas não produziam os resultados esperados. Hoje, ele destaca o desempenho econômico de seu país, que registra crescimento significativo apesar do "bloqueio bárbaro" imposto pelos Estados Unidos.

Os autores atribuem os resultados principalmente ao fortalecimento das relações com a Rússia, Belarus e China. Deste último país viriam grande parte dos componentes utilizados em setores industriais, incluindo a fabricação de telefones celulares. A reportagem também menciona os setores de turismo e, sem apresentar provas, supostas atividades cibernéticas criminosas.

O texto observa ainda que "o progresso econômico reduz as esperanças de um acordo nuclear com os Estados Unidos", uma vez que as ameaças de Washington — que promete endurecer as sanções caso Pyongyang amplie suas capacidades nucleares ou oferecer incentivos econômicos caso não o faça — tornam-se cada vez menos relevantes.