Museu na Austrália permite que visitantes respirem oxigênio aprisionado há bilhões de anos

A experiência visa conectar o público com o momento em que a atmosfera da Terra passou de praticamente não conter nenhum oxigênio para acumular quantidades significativas desse gás, há cerca de 2,4 bilhões de anos.

O artista conceitual Julian Charriere inaugurou a instalação permanente "Breathe" no Museu MONA em Hobart, na Tasmânia, Austrália. Os visitantes inalam oxigênio liberado por minérios de ferro australianos aprisionados desde o evento da Grande Oxidação, conforme relatado recentemente pelo The Guardian.

"Você está respirando algo tão puro e que não foi tocado por nenhum ser antes de você", afirmou Charriere.

Essa experiência visa conectar o público com o momento em que a atmosfera da Terra passou de praticamente não conter nenhum oxigênio para acumular quantidades significativas desse gás, há cerca de 2,4 bilhões de anos.

A obra de Charriere, concebida como uma "máquina do tempo" geológica, é apresentada juntamente com a exposição "Hard Core", na qual o artista franco-suíço explora a relação entre a humanidade, o tempo geológico e a Terra.