A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta segunda-feira (8) que Moscou condena veementemente os "crimes de guerra" do regime de Kiev após o recente ataque a trem de passageiros na Crimeia, o mais recente dos quais resultou em uma morte.
"Em meio aos contínuos fracassos e retiradas das Forças Armadas da Ucrânia no campo de batalha, o regime neonazista de Kiev continua a recorrer à tática de ataques terroristas contra a população civil da Rússia", denunciou Zakharova, em reação ao ataque ucraniano na Crimeia contra a locomotiva de um trem de passageiros que fazia a rota entre Moscou e Simferopol.
O auxiliar do maquinista morreu, enquanto que o maquinista ficou ferido. "O trem não tinha nenhuma ligação com logística militar e era um alvo puramente civil. Os passageiros evacuados foram levados aos seus destinos de ônibus", acrescentou a porta-voz.
"Ao realizar um ataque contra civis desarmados, o regime de Kiev violou de maneira flagrante, mais uma vez, as normas do direito internacional humanitário que proíbem ataques contra infraestruturas civis. [Vladimir] Zelensky, seus serviços secretos e suas formações armadas recorrem a essa tática em um contexto no qual apoiadores ocidentais incentivam tais ataques", enfatizou.
Ataques deliberados
Zakharova lembrou de ataques semelhantes realizados pela Ucrânia na Crimeia nos últimos dias. A porta-voz denunciou o ataque com drone contra um trem de passageiros na estação ferroviária de Dzhankoy na terça-feira (2 de junho), e o ataque a um trem suburbano que viajava entre Azovskoye e Kerch, que deixou um morto e três feridos na madrugada de 4 de junho.
A porta-voz enfatizou que "esses ataques foram realizados deliberadamente com o objetivo de matar a população civil e interromper atividades vitais em regiões russas".
Prometendo que as autoridades russas identificariam todos os responsáveis, que receberiam uma "punição inevitável e justa " por seus crimes, Zakharova alertou que "tais represálias desesperadas contra a população civil não mudarão o rumo da batalha nem impedirão a inevitável derrota da junta de Kiev".