O governo do então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, derrubou com um míssil de US$ 500 mil (cerca R$ 2,6 milhões) de um balão pertencente aos escoteiros, após a reação controversa ao caso do balão chinês, revelou neste sábado (6) o New York Post.
Segundo o jornal, a Força Aérea dos EUA enviou um caça F-16 em 12 de fevereiro de 2023 para interceptar um objeto que sobrevoava o Lago Huron. Um vídeo divulgado no mês passado pelo Departamento de Defesa, como parte de seu segundo lote de arquivos sobre fenômenos aéreos não identificados, mostra um "orbe" escuro com uma corda pendurada na mira da aeronave antes de ser destruído.
De acordo com o New York Post, provavelmente foi utilizado um míssil AIM-9 Sidewinder. Tim Phillips, ex-diretor interino do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO), afirmou que o abate ocorreu no clima de tensão gerado pelo caso do balão chinês, classificado por Washington como um equipamento de espionagem. Pequim, por sua vez, sempre sustentou que se tratava de um dispositivo civil.
"Depois da vergonha causada pelo balão, o Departamento de Defesa estava atirando em todo fenômeno aéreo não identificado que detectava", disse Phillips.
Já Sean Kirkpatrick, ex-chefe da AARO, afirmou que o objeto pertencia a um grupo de escoteiros. "O balão deu a volta ao mundo oito vezes antes de o derrubarmos com um míssil de meio milhão de dólares", declarou durante uma conferência em 27 de abril.
"Vocês podem imaginar a reação no Capitólio quando apresentei essa informação", acrescentou Kirkpatrick. Segundo ele, o balão fazia parte de um projeto de pesquisa em andamento, sem fornecer mais detalhes.