'Cuba não se rende': Díaz-Canel denuncia a imposição de uma 'narrativa inversa' sobre a ilha

O presidente cubano classificou os esforços dos Estados Unidos para conduzir a ilha a uma crise como "uma punição coletiva que busca dobrar e colocar de joelhos toda uma nação".

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou na sexta-feira (5) a imposição de uma "narrativa inversa" para apresentar o país caribenho como um "Estado falido", culpado por suas próprias deficiências.

"A maior crueldade do bloqueio é sua permanência prolongada ao longo do tempo, e a maior ofensa a Cuba, que o sofre, e ao mundo, que o rejeita, é a tentativa cínica de impor uma narrativa inversa, a do Estado falido como culpado", declarou o mandatário durante discurso na cerimônia de comemoração dos 65 anos de criação do Ministério do Interior do país.

Afirmou também que a "asfixia econômica" provocada pelos bloqueios, assim como os "falsos relatos", têm o objetivo de inverter "a causa dos problemas para invisibilizar os verdadeiros culpados". Segundo ele, Cuba é, na realidade, um "Estado agredido e que se nega a se render".

"Não fechamos os olhos para nossas próprias insuficiências, mas nunca poderá funcionar normalmente um Estado ao qual se nega ou dificulta a possibilidade de importar alimentos, medicamentos, combustíveis e peças de reposição, ao bloquear suas finanças internacionais e impedir seu acesso livre a créditos comerciais", afirmou.

Além disso, Díaz-Canel classificou as ações de Washington como "uma punição coletiva que busca dobrar e colocar de joelhos toda uma nação que, apesar dos momentos difíceis que vive, não renuncia à sua independência nem cede às pretensões de transformar Cuba em um Estado tutelado por eles".

"Essa é a verdade incômoda. Cuba não se rende. Cuba insiste e resiste", resumiu.

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