O Comitê de Busca de Inteligência Extraterrestre da Academia Internacional de Astronáutica lançou recentemente novas diretrizes para o caso de uma possível detecção de vida inteligente fora da Terra.
Segundo as recomendações, se um possível sinal for identificado, devem ser seguidos alguns passos básicos.
- Primeiro, a verificação cuidadosa da evidência com o uso de diferentes telescópios e equipamentos.
- Em seguida, a confirmação do achado por outros cientistas independentes.
- Por fim, a divulgação só deve ocorrer quando houver consenso total, com todos os dados compartilhados de forma aberta e transparente.
As novas diretrizes também reforçam o princípio de "não responder". Isso significa que não deve ser enviada nenhuma mensagem ou sinal de retorno a uma inteligência extraterrestre confirmada. Qualquer decisão nesse sentido deveria ser tomada de forma coletiva pela humanidade, por meio de consultas internacionais na Organização das Nações Unidas (ONU).
"A informação com a qual lidamos hoje é muito mais complexa do que em 2010", explicou o professor Michael Garrett, titular da cátedra de astrofísica da Universidade de Manchester, no Reino Unido, que liderou o esforço internacional. "Em uma era de 'deepfakes' e desinformação, um anúncio não verificado poderia gerar confusão ou até pânico", afirmou.
As atualizações adaptam os protocolos à realidade das redes sociais, da inteligência artificial e da circulação de notícias em tempo real. As regras têm como objetivo proteger pesquisadores, combater rumores e garantir transparência diante de uma possível descoberta que poderia transformar a humanidade.