China exige fim imediato do bloqueio dos EUA a Cuba após sanção a Díaz-Canel

Pequim classificou as medidas de Washington como práticas de intimidação e reiterou apoio à soberania cubana.

Os Estados Unidos devem pôr fim "imediatamente" ao bloqueio e à pressão contra Cuba. A declaração foi feita nesta sexta-feira (5) pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, ao condenar a recente sanção imposta ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

Segundo o comunicado, a decisão de Washington de intensificar as sanções contra a ilha e seus líderes "evidencia, mais uma vez, o comportamento hegemônico e dominante dos EUA, bem como suas práticas de intimidação".

"A China se opõe firmemente a isso", acrescenta o texto.

Nesse sentido, Mao advertiu que a comunidade internacional "deseja ver uma Cuba estável" e que qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos de desestabilizar a nação caribenha "acabará se voltando contra eles".

Além disso, a porta-voz instou Washington a "pôr fim imediatamente ao seu bloqueio e a qualquer forma de coerção e pressão" contra a ilha e a "deixar de violar o direito do povo cubano de sobreviver e prosperar".

Ela reiterou que a China "sempre apoiará firmemente Cuba na defesa de sua soberania e segurança nacionais e em sua oposição à ingerência externa".

A nova mensagem de Pequim reflete o apoio político mantido a Havana em meio às tensões com Washington. Nos últimos anos, a China tem questionado reiteradamente o embargo norte-americano e votado ao lado da maioria dos países-membros da ONU a favor de resoluções que exigem seu fim.

Ameaça a Cuba por parte dos EUA