
China exige fim imediato do bloqueio dos EUA a Cuba após sanção a Díaz-Canel

Os Estados Unidos devem pôr fim "imediatamente" ao bloqueio e à pressão contra Cuba. A declaração foi feita nesta sexta-feira (5) pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, ao condenar a recente sanção imposta ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
Segundo o comunicado, a decisão de Washington de intensificar as sanções contra a ilha e seus líderes "evidencia, mais uma vez, o comportamento hegemônico e dominante dos EUA, bem como suas práticas de intimidação".
"A China se opõe firmemente a isso", acrescenta o texto.

Nesse sentido, Mao advertiu que a comunidade internacional "deseja ver uma Cuba estável" e que qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos de desestabilizar a nação caribenha "acabará se voltando contra eles".
Além disso, a porta-voz instou Washington a "pôr fim imediatamente ao seu bloqueio e a qualquer forma de coerção e pressão" contra a ilha e a "deixar de violar o direito do povo cubano de sobreviver e prosperar".
Ela reiterou que a China "sempre apoiará firmemente Cuba na defesa de sua soberania e segurança nacionais e em sua oposição à ingerência externa".
A nova mensagem de Pequim reflete o apoio político mantido a Havana em meio às tensões com Washington. Nos últimos anos, a China tem questionado reiteradamente o embargo norte-americano e votado ao lado da maioria dos países-membros da ONU a favor de resoluções que exigem seu fim.
Ameaça a Cuba por parte dos EUA
- Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região.
- O texto acusa, sem apresentar provas, o governo cubano de se alinhar a "numerosos países hostis", abrigar "grupos terroristas transnacionais" e supostamente permitir a instalação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que atuem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca.
- No início maio, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que Washington planejava impor novas sanções contra Cuba. Em 18 de maio, foram anunciadas medidas coercitivas contra vários integrantes do gabinete de Miguel Díaz-Canel.
- Em 4 de junho, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o presidente de Cuba e sua esposa, Lis Cuesta Peraza.
