O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (5) que a economia russa continua crescendo apesar das sanções internacionais e do conflito na Ucrânia.
"Tudo está estável, inclusive o mercado interno está crescendo e o bem-estar da população está aumentando. Havíamos estabelecido a meta, como mencionei ontem, de reduzir a pobreza para abaixo de 7% até 2030, e já alcançamos 6,7%. Conseguimos até mais. Mas os indicadores macroeconômicos também são estáveis. Quero sublinhar isso mais uma vez", declarou o presidente ao responder perguntas de jornalistas durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.
Putin também comentou os efeitos das sanções impostas ao país.
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"Quanto às sanções, bem, não sei, as sanções prejudicam mais quem as impõe. Há algum prejuízo decorrente das sanções? Sim. Congelaram US$ 300 bilhões nossos, mas agora já temos mais de US$ 500 bilhões, se calcularmos em dólares", afirmou.
Segundo estimativas apresentadas por Putin, os países europeus perderam entre 1,5 trilhão e 2 trilhões de euros desde a imposição das sanções contra Moscou. O presidente disse que alguns países estão considerando retomar a cooperação com a Rússia.
Ele acrescentou que Moscou está disposta a receber novamente empresas estrangeiras que deixaram o país, desde que elas não tenham "passado dos limites" durante esse período.
- A Rússia sedia o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) de 3 a 6 de junho, o principal evento empresarial do país e uma das maiores plataformas internacionais para discutir questões econômicas, de investimento e de desenvolvimento global.
- A edição deste ano tem como tema "Diálogo Pragmático: O Caminho para um Futuro Estável". O programa inclui mais de 150 sessões temáticas, reuniões bilaterais e debates dedicados à economia, tecnologia, energia, logística e novos polos de crescimento global. Segundo os organizadores, o evento conta com a participação de mais de 20 mil pessoas de 130 países.
- Desde 2006, o fórum é realizado sob o patrocínio do presidente russo Vladimir Putin, cujo discurso na plenária costuma ser o momento mais aguardado e discutido.