O presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou números para ilustrar "o estado crítico das finanças públicas ocidentais", referindo-se à elevada dívida pública e aos grandes déficits orçamentários desses países, durante a sessão plenária do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) nesta sexta-feira (5).
O presidente destacou que a dívida pública da zona do euro atingirá 81,7% do PIB até 2025.
"Os piores números são da Grécia, com 146%; Itália, com 137%; França, com 115%; e Bélgica, com 108%", destacou Putin.
Ele detalhou que esse índice na Rússia é de 16,4%, o que ele descreveu como um "número incomparável" ao registrado nos países ocidentais.
O líder russo indicou que o déficit orçamentário da União Europeia em 2025 atingiu 3,1% do PIB, enquanto "os maiores déficits são registrados em países como Polônia, com 7,3%; Bélgica, com 5,2%; França, com 5,1%; e Estados Unidos, com 5,9%".
Nova onda de inflação
Em comparação, o déficit orçamentário da Rússia no ano passado foi de 2,6%. "Pode aumentar ligeiramente até o final deste ano, mas ainda permanecerá menor do que em outros países industrializados", enfatizou.
Essa situação, alertou, pode desencadear "uma nova onda de inflação" nos países ocidentais.
"De fato, algo semelhante já aconteceu em 2021 e 2022, quando os preços na zona do euro e nos Estados Unidos aumentaram 14% em dois anos", ressaltou o presidente russo.