Ação coletiva acusa Amazon de coletar dados faciais sem consentimento

O documento sustenta que a função "Familiar Faces" escaneia, armazena e classifica rostos — incluindo os de transeuntes —, convertendo-os em identificadores biométricos guardados na nuvem como "impressões faciais" por até seis meses, para reconhecê-los posteriormente.

A Amazon virou alvo de uma ação coletiva por coletar ilegalmente dados faciais de várias pessoas por meio de suas câmeras Ring, sem o consentimento delas. A queixa, apresentada em 1º de junho a um tribunal federal do estado de Washington, questiona a função "Familiar Faces" ("rostos familiares") e o uso de reconhecimento facial.

O documento sustenta que a função escaneia, armazena e classifica rostos — incluindo os de transeuntes —, convertendo-os em identificadores biométricos guardados na nuvem como "impressões faciais" por até seis meses, para reconhecê-los posteriormente. Os autores da ação afirmam que isso representa "uma profunda falha de privacidade".

Também citam violações da Lei da Comissão Federal de Comércio e das rigorosas leis de privacidade biométrica vigentes em Portland (Oregon) e no Texas.

A análise, segundo a ação, é feita antes de decidir se alguém é "familiar" e pode apresentar erros de identificação, especialmente com pessoas negras e mulheres.