
Trump revela detalhes de conversas com o Hezbollah

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (4) que membros do Hezbollah entraram em contato com seu governo para propor o fim das hostilidades como parte das negociações lideradas por Washington no Oriente Médio.

"Eles nos ligaram e disseram: 'E se parássemos?'", declarou o presidente.
Trump acrescentou que o gesto foi "muito gentil da parte do Líbano" e afirmou que o país está vivenciando "alguma paz" após anos de conflito.
As declarações de Trump ocorrem em meio às tentativas de Washington de consolidar uma trégua entre Israel e o Hezbollah, embora nas últimas horas o grupo xiita tenha rejeitado alguns dos termos propostos pelos Estados Unidos para um cessar-fogo mais amplo.
Negociações tensas
As declarações surgem um dia após o Departamento de Estado ter anunciado que representantes de Israel e do Líbano chegaram a um acordo para implementar um cessar-fogo após uma reunião trilateral de alto nível.
No entanto, o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou as negociações mediadas por Washington e afirmou que o movimento não se comprometeu a cessar a resistência à ofensiva israelense.
Nesta quinta-feira, o Hezbollah relatou a destruição de dois tanques Merkava israelenses no sul do Líbano. O grupo afirmou que a ação foi uma resposta a supostas violações do cessar-fogo por parte de Israel e reiterou que continuará suas operações enquanto persistirem os bombardeios em território libanês.
Segundo o The New Arab, autoridades norte-americanas mantiveram contato indireto com o Hezbollah durante as negociações para um cessar-fogo, um canal de diálogo que Washington historicamente evitava reconhecer publicamente.

