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Política de céus abertos? Brasil avança em integração aérea regional com o Mercosul

De acordo com o ministro Tomé Franca, a proposta de mercado único possibilitará voos domésticos de empresas estrangeiras no país.
Política de céus abertos? Brasil avança em integração aérea regional com o MercosulGettyimages.ru / NurPhoto / Contributor

O governo brasileiro tem intensificado esforços para expandir a aviação regional por meio do programa AmpliAR, comunicou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro" nesta terça-feira (4).

A iniciativa já incorporou 13 aeroportos aos contratos de concessão, elevando o total de 59 para 72 terminais concedidos. Desenvolvido com respaldo do Tribunal de Contas da União, o modelo assegura investimentos em infraestrutura de aeroportos estratégicos.

Todos estes aeroportos se localizam nas regiões Norte e Nordeste, nesta etapa inicial. O ministro revelou negociações para integrar seis terminais adicionais da Região Norte ao aeroporto de Viracopos, em Campinas. Adicionalmente, até dezembro, outros dez aeroportos do Centro-Oeste devem ser incorporados à concessionária do aeroporto internacional de Brasília.

Integração regional

Em paralelo, o governo apresenta uma proposta de Mercado Único do Mercosul para aviação, com definições previstas até setembro. A medida permitiria que companhias aéreas de países-membros operem voos domésticos em toda a região, ampliando competitividade e conectividade. O ministro destacou o interesse em atrair empresas chilenas de baixo custo, como JetSmart e Skyline, que oferecem tarifas econômicas.

Outra modernização em curso é a Política Nacional de Identificação Biométrica, já testada em Viracopos. O sistema, que utiliza verificação de biometria para embarque, será implementado gradualmente em todos os aeroportos brasileiros, começando pelos grandes terminais e posteriormente alcançando os regionais, visando maior segurança e eficiência operacional.