
Trump responde se cessar-fogo com Irã segue em vigor

O presidente dos EUA, Donald Trump, evitou nesta quarta-feira (3) se pronunciar de forma categórica sobre a vigência da trégua acordada com o Irã desde abril, após a troca de ataques registrada na terça-feira (2).

"Bem, você sabe, há uma razão para tudo. Nós os atingimos com força", respondeu o mandatário ao ser questionado pela imprensa sobre a posição de seu governo após os bombardeios iranianos no Kuwait.
Em uma interação posterior com jornalistas, ao ser perguntado sobre como definia o cessar-fogo com o Irã, Trump minimizou seu alcance e afirmou que, no caso do conflito com o país persa, o mais provável é uma "moderação" das hostilidades, e não sua suspensão definitiva.
"É mais ou menos assim: é outra parte do mundo. Sabe, eu diria que, naquela parte do mundo, um cessar-fogo é quando se atira de forma mais moderada. Um dia de cada vez", afirmou.
Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação na região tem sido marcada recentemente por ataques e ameaças mútuas.
Na terça-feira (2), também houve uma troca de ataques. Em particular, os EUA lançaram um míssil contra um petroleiro que tentava se aproximar de um porto iraniano no Golfo Pérsico. Além disso, uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm também foi alvo de um ataque.
Em resposta, o Irã atacou bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, afirmando que os dois países são "diretamente responsáveis" pela ofensiva.
Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica e atual assessor militar do líder supremo do Irã, declarou que cada ataque dos EUA será respondido com "uma chuva de mísseis e drones" e advertiu que "o agressor será punido rapidamente".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça-feira (2) que um acordo com o Irã poderá ser alcançado nos próximos dias e que Teerã teria aceitado negociar aspectos de seu programa nuclear.
Autoridades da República Islâmica sustentam que "o inimigo será obrigado a aceitar as novas regras que o Irã impôs no terreno".
