Um paciente russo de 60 anos com melanomarecebeu, no fim de março, a primeira dose da vacina oncológica personalizada NeoOncovac, desenvolvida na Rússia. Nesta quarta-feira (3), foram divulgados os primeiros detalhes sobre os efeitos do medicamento.
Os médicos tiveram que reduzir significativamente a dose administrada porque o fármaco "expressa rapidamente os antígenos e é muito potente", explicou Alexander Gintsburg, diretor do Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, de Moscou, em entrevista ao portal Gazeta.ru.
Às vésperas do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), o principal evento de negócios da Rússia, Gintsburg informou que o paciente vacinado está atualmente em casa. Por meio de aplicativos instalados em seu telefone celular, os especialistas conseguem monitorar seus sinais vitais em tempo real.
O cientista também lembrou que os especialistas russos já selecionaram um segundo paciente para os ensaios clínicos. Assim como o primeiro, ele apresenta um tumor com múltiplas mutações.