A Marinha do Irã anunciou nesta quarta-feira (3) que atacou um centro de comando e controle das forças dos EUA em um destróier norte-americano que tentava se aproximar das águas iranianas no Golfo de Omã.
Em comunicado citado pela agência Fars, a Marinha iraniana informou que a ação ocorreu horas após uma série de atos agressivos, violações das normas de navegação no Estreito de Ormuz e ataques contra embarcações comerciais iranianas no Golfo de Omã.
A força naval acrescentou que continuará monitorando o "inimigo criminoso e agressor" e advertiu que retaliará pela morte de marinheiros do destróier Dena, além de responder no menor prazo possível a qualquer ação que considerar hostil.
Tensão no Oriente Médio
Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação na região tem sido marcada recentemente por ataques e ameaças mútuas.
Na noite anterior, também houve uma troca de ataques. Em particular, os EUA lançaram um míssil contra um petroleiro que tentava se aproximar de um porto iraniano no Golfo Pérsico. Além disso, uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm também foi alvo de um ataque.
Em resposta, o Irã atacou bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, afirmando que os dois países são "diretamente responsáveis" pela ofensiva.
Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica e atual assessor militar do líder supremo do Irã, declarou que cada ataque dos EUA será respondido com "uma chuva de mísseis e drones" e advertiu que "o agressor será punido rapidamente".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça-feira (2) que um acordo com o Irã poderá ser alcançado nos próximos dias e que Teerã teria aceitado negociar aspectos de seu programa nuclear.
Autoridades da República Islâmica sustentam que "o inimigo será obrigado a aceitar as novas regras que o Irã impôs no terreno".