Os houthis do Iêmen elogiaram nesta quarta-feira (3) a ação das Forças Armadas do Irã contra bases norte-americanas no Oriente Médio, segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do movimento político-militar xiita.
O órgão manifestou reconhecimento pela "honrosa posição das Forças Armadas iranianas, materializada em sua resposta à agressão dos EUA e no ataque contra suas bases na região".
Além disso, elogiou a postura do Exército iraniano "ao dissuadir o inimigo sionista, que havia atacado a capital libanesa, Beirute".
A chancelaria condenou a tentativa de alguns Estados do Golfo Pérsico "de se apresentarem como vítimas e alegarem ser alvo da resposta iraniana, quando, na realidade, fornecem cobertura, proteção e apoio financeiro às forças invasoras e agressoras".
O comunicado reiterou que "esses regimes, com suas políticas estúpidas, causarão graves danos a si mesmos e a seus povos, e serão os primeiros a perder nesta batalha".
A nota também destacou que "a batalha travada pelos homens honrados da nação (iraniana) é uma batalha de todos, e que a opção da rendição não está sobre a mesa; a aposta do inimigo em suas capacidades militares já fracassou".
Por fim, o Ministério das Relações Exteriores reafirmou "a posição firme, baseada em princípios e valores religiosos, do Iêmen em solidariedade a seus irmãos da República Islâmica do Irã".
Tensão no Oriente Médio
Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação na região voltou a ser marcada por ataques e ameaças mútuas.
Na noite anterior, os EUA lançaram um míssil contra um petroleiro que tentava se aproximar de um porto iraniano no Golfo Pérsico, enquanto uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm também foi alvo de um ataque.
Em resposta, o Irã atacou bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, afirmando que os dois países são "diretamente responsáveis" pela ação.
Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica e atual assessor militar do líder supremo do Irã, declarou que cada ataque dos EUA será respondido com "uma chuva de mísseis e drones" e advertiu que "o agressor será punido rapidamente".