
Lula diz que enviará nova carta a Trump: 'Estão induzindo o mundo à violência'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que enviará uma nova carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio da proposta de aplicação de tarifas de 12,5% sobre mercadorias brasileiras.
"Vou mandar outra carta. Vou escrever quantos artigos forem necessários na imprensa americana e na imprensa mundial para mostrar que eles estão errados, que eles estão equivocados e que estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária", declarou, durante reunião ministerial.
Lula também alertou sobre os riscos da escalada de conflitos envolvendo potências como a de Trump e declarou que, em uma guerra com uso de armas nucleares, "não se ganha de um país, destrói-se o planeta Terra".

Ao aprofundar o tema sobre a relação entre os dois países, o presidente defendeu a busca por soluções diplomáticas e afirmou que o Brasil continuará defendendo a paz e o diálogo internacional.
"Se os Estados Unidos querem problema, eles têm o direito de não querer. Agora nós não vamos ficar chorando, nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar", disse.
Questão de soberania
Durante o discurso, o presidente ressaltou que o Brasil não pretende ceder a pressões externas e reforçou a soberania nacional na gestão de recursos estratégicos, como terras raras e minerais críticos.
"Quem quiser explorar terras raras aqui vai ter que falar com o governo brasileiro. Quem quiser explorar minerais críticos vai ter que conversar com o governo brasileiro", afirmou.
Lula também pediu que os ministros reforcem publicamente a defesa da soberania brasileira diante das recentes tensões comerciais. Segundo ele, o país deve manter uma posição firme nas negociações internacionais.
"Nós não somos melhores do que ninguém, mas também não somos piores. Nós queremos respeitar todo mundo, mas também queremos respeito", declarou.
