
China rebate acusações de 'trabalho forçado' e denuncia manipulação política dos EUA

Nesta quarta-feira (3), a China reagiu às intenções do Governo Trump de impor novas tarifas sobre importações de dezenas de países, incluindo a China, e voltou a rebater as acusações de trabalho forçado usadas pela Casa Branca como "justificativa" para as tarifas.
Durante conferência de imprensa em Pequim, a porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, declarou que "não existe o chamado trabalho forçado na China" e denunciou o uso do tema como instrumento de pressão política e econômica.

De acordo com Mao, o governo chinês rejeita "medidas tarifárias unilaterais em todas as suas formas" e defende que disputas comerciais sejam resolvidas por meio do diálogo, com base na igualdade, no respeito mútuo e na reciprocidade.
A reação se deu após o governo de Donald Trump anunciar uma proposta de tarifas adicionais de até 12,5% sobre produtos de 60 países.
A medida foi anunciada após uma suposta investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que concluiu que diversos parceiros comerciais não aplicam de forma eficaz restrições à exportação de mercadorias associadas ao "trabalho forçado".
Sobre a China, o USTR alegou que o país "não implementou de forma eficaz" os mecanismos para impedir esse tipo de prática.
A iniciativa americana ameaça aumentar as tensões entre as duas maiores economias do mundo, poucas semanas após o encontro em Pequim entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês Xi Jinping.
