O Irã não respondeu aos americanos sobre o memorando de entendimento nos últimos dias, informou a agência de notícias Tasnim nesta quarta-feira (3), citando fontes.
"Devido aos crimes do regime sionista no Líbano, [o Irã] suspendeu efetivamente até mesmo a troca de textos por meio de intermediários até que as condições impostas pelo Irã em relação ao Líbano sejam atendidas", afirma a publicação.
De acordo a Tasnim, as declarações do presidente dos EUA de que o país persa aprovaria o acordo e que a situação "terminará muito bem" são "completamente contrárias à realidade".
As fontes afirmaram também que o Irã e a Frente de Resistência "não permanecerão em silêncio diante dos crimes dos sionistas" no Líbano.
Frágil trégua
Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação recente na região tem sido marcada por ataques e ameaças mútuas.
Segundo a posição iraniana, a trégua inclui o Líbano, mas as Forças de Defesa de Israel continuam atacando o sul do país árabe. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na segunda-feira (1º) o início de novos bombardeios contra alvos do movimento xiita libanês Hezbollah no bairro de Dahieh, em Beirute.
No dia anterior, um ataque aéreo israelense contra o distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, matou pelo menos oito pessoas, entre elas três mulheres.
A escalada não se limita ao Líbano. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na segunda-feira (1°) que forças americanas realizaram "ataques de autodefesa" contra radares e centros de comando e controle de drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm. Em resposta, o Irã realizou um bombardeio contra uma base dos Estados Unidos.