O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, criticou nesta terça-feira (2) a recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para que o presidente norte-americano, Donald Trump, imponha tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, informou a Agência Brasil.
Em coletiva de imprensa, Alckmin afirmou que o governo brasileiro recebeu a proposta com "indignação" e a classificou como "extremamente injusta".
Ele explicou que um dos principais pontos questionados pelos Estados Unidos envolve o sistema de pagamentos instantâneos Pix.
"O Pix é um patrimônio nacional, uma conquista do povo brasileiro, a tecnologia a serviço da sociedade e da economia, sem custo para empresas e população", declarou o vice-presidente.
Alckmin também rejeitou críticas relacionadas ao tratamento dado às grandes empresas de tecnologia. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura aberta em relação às chamadas big techs e não faz distinção entre companhias nacionais e estrangeiras.
"Empresas nacionais e estrangeiras têm o mesmo tratamento no Brasil", afirmou.
O vice-presidente ainda contestou questionamentos envolvendo acordos comerciais firmados pelo Brasil por meio do Mercosul e parcerias com países como Índia e México.
De acordo com Alckmin, esses entendimentos não impõem restrições à compra de produtos norte-americanos, mas apenas estabelecem preferências tarifárias compatíveis com as normas internacionais.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre a proposta tarifária. Lula associou a medida ao encontro realizado na semana passada entre o senador Flávio Bolsonaro e Trump nos Estados Unidos.