País europeu critica duramente Israel pela ofensiva no Líbano

"Reconhecemos o direito de Israel à legítima defesa, inclusive diante dos inaceitáveis ataques do Hezbollah, mas nada pode justificar a continuação das operações militares e a ocupação prolongada por parte de Israel dentro do território libanês", afirmou do chanceler do país.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, declarou nesta terça-feira (2) à TV France 2 que não há justificativas para as operações de Israel no Líbano.

"Reconhecemos o direito de Israel à legítima defesa, inclusive diante dos inaceitáveis ataques do Hezbollah, mas nada pode justificar a continuação das operações militares e a ocupação prolongada por parte de Israel dentro do território libanês", afirmou.

Ofensiva israelense em território libanês

O premiê israelense, Benjamin Netanyahuanunciou o início de ataques contra alvos do movimento xiita libanês Hezbollah no bairro de Dahieh, em Beirute.

No dia anterior, um bombardeio israelense contra o distrito de Nabatieh, no sul do Líbanocausou a morte de pelo menos oito pessoas, entre elas três mulheres.

Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, que, segundo a posição iraniana, inclui o Líbano, as Forças de Defesa de Israel (FDI) continuam atacando o sul do país árabe.

Israel está criando no sul do Líbano o que define como uma "zona de segurança" e já deslocou tropas para o território libanês, segundo mapas das FDI e reportagens da imprensa. Além disso, ocupou dezenas de aldeias e impede que os moradores retornem às suas casas.

Na segunda-feira (25), foi informado que as FDI haviam lançado uma operação terrestre no Líbano, ultrapassando a chamada "linha amarela", imposta por Israel para impedir o retorno dos residentes locais às áreas ocupadas por suas tropas.

Diante dos ataques israelenses, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salamdenunciou na sexta-feira (29) que seu país enfrentava uma escalada de tensão "perigosa e sem precedentes".

Segundo ele, Tel Aviv não se limita a atacar áreas específicas, mas aplica uma "política de destruição em massa e deslocamento forçado".

Desde 2 de março, a ofensiva israelense em território libanês causou 3.371 mortos, 10.129 feridos e mais de um milhão de deslocados, segundo dados oficiais.

O Conselho de Segurança da ONU realizará nesta segunda-feira (1º) uma reunião de emergência sobre o tema devido ao aumento dos ataques.