
'Não fizeram nada': vítima de Epstein acusa Palácio de Buckingham

Uma das múltiplas vítimas do predador sexual Jeffrey Epstein acusou diretamente o Palácio de Buckingham de proteger Andrew Mountbatten-Windsor — anteriormente conhecido como príncipe Andrew — ao ignorar durante seis anos evidências que o vinculavam ao vazamento de informações governamentais sensíveis, informa o The Telegraph em publicação no domingo (31).

Jess Michaels, que foi abusada sexualmente por Epstein em 1991, quando tinha 22 anos e trabalhava como dançarina profissional em Nova York, criticou a inação da Casa Real britânica após o recebimento de e-mails que mostrariam que Andrew compartilhou informações sensíveis do governo britânico enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Diversos veículos de imprensa informaram que se trata de um arquivo com aproximadamente 30 mil e-mails entregue ao Lord Chamberlain, o funcionário de mais alto escalão do palácio, em maio de 2020.
Segundo Michaels, Buckingham "ocultou" essas evidências em vez de agir. A sobrevivente enfatizou que essa omissão deliberada teve consequências morais mais amplas para as vítimas do caso Epstein e para outras pessoas ligadas às investigações.
"Seis anos atrás, Buckingham sabia que Andrew não era apenas um problema: ele poderia enfrentar uma investigação criminal. E não fizeram nada", declarou Michaels ao jornal.
"É isso que as instituições fazem: protegem homens poderosos e deixam que as pessoas que eles prejudicaram arquem com as consequências", concluiu.
