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Trump diz que acordo com o Irã seria 'ainda melhor que uma vitória militar'

Em outras ocasiões, o presidente dos EUA chegou a proclamar que seu país já havia vencido o conflito.
Trump diz que acordo com o Irã seria 'ainda melhor que uma vitória militar'Jacquelyn Martin / AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (1º) que alcançar um acordo com o Irã poderia ser "ainda melhor do que uma vitória militar".

"Não é algo simples. Estamos falando de um país muito grande, de um país enorme que chega a um acordo. Há uma enorme hostilidade, na verdade. Portanto, não é fácil para eles. E, para nós, também não é. Mas estamos conseguindo o que precisamos", declarou o presidente em uma entrevista por telefone à emissora ABC.

Após admitir a complexidade do processo e as tensões persistentes, Trump adiantou que o acordo poderá ser assinado na próxima semana, já que ainda restam alguns pontos a serem debatidos em relação à reabertura do Estreito de Ormuz.

Anteriormente, Trump havia dito que não se importava se as negociações com Teerã tinham chegado ao fim e chegou a classificá-las como "muito entediantes".

"Se acabaram, acabaram. Se não, acho que se prolongaram demais. Francamente, achei tudo muito entediante", afirmou na ocasião.

Pouco depois, voltou atrás ao publicar em suas redes sociais que "as conversas com a República Islâmica continuam em ritmo acelerado".

Vitória autoproclamada

Em diversas ocasiões, Trump afirmou que Washington obteve uma vitória militar sobre as forças iranianas na guerra lançada pelos EUA e por Israel contra o país persa em 28 de fevereiro, embora não houvesse evidências da derrota do Irã.

Assim, em 8 de março, o presidente proclamou vitória, apesar de as hostilidades ainda estarem em seu auge.

"Nunca é bom dizer cedo demais que você venceu: nós vencemos. Ganhamos a aposta; tudo já estava decidido na primeira hora", declarou naquela mesma semana diante de apoiadores.

No entanto, acrescentou que as tropas americanas ainda precisariam "terminar o trabalho".

Em vez de uma vitória militar dos Estados Unidos, o que ocorreu foi que as partes concordaram com um cessar-fogo precário no início de abril, que foi violado em diversas ocasiões.

Trump prorrogou esse cessar-fogo por tempo indeterminado até nova ordem, embora no início de maio tenha ameaçado voltar a bombardear o Irã.