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Equipe de Bill Gates tem réplica em tamanho real do bilionário; confira o motivo

Manequim faz parte de uma estratégia mais ampla de construção e gestão da imagem do fundador da Microsoft.
Equipe de Bill Gates tem réplica em tamanho real do bilionário; confira o motivoPatrick van Katwijk / Gettyimages.ru

A equipe do cofundador da Microsoft, Bill Gates, utiliza um manequim com a aparência do bilionário para testar suas roupas para cada dia da semana e garantir que elas tenham um caimento perfeito. A informação foi publicada pelo The Wall Street Journal nesta segunda-feira (1º).

Segundo funcionários atuais e ex-funcionários citados pelo jornal, um grupo de estilistas mantém, em um prédio externo, um amplo acervo de peças neutras, incluindo suéteres de gola redonda e em V, camisas sociais, calças e diversos pares de seus característicos óculos "Carbon" da marca Silver Lining Opticians.

Após a seleção das opções para compromissos públicos, os funcionários costumam enviar três propostas de vestuário para aprovação da equipe. De acordo com a reportagem, o objetivo é projetar a imagem de uma pessoa tranquila e acessível, semelhante a Mister Rogers, apresentador infantil amplamente conhecido nos Estados Unidos.

O jornal afirma ainda que esse nível de atenção aos detalhes faz parte dos esforços de uma equipe formada por dezenas de pessoas responsáveis pelas comunicações do magnata e de seu império empresarial, ajudando a consolidar a imagem de Gates como filantropo global, distanciando-o de seu passado ligado ao monopólio da Microsoft.

Imagem destruída?

Os resultados desse trabalho de gestão de imagem apareceram em uma pesquisa da empresa de estudos de mercado YouGov que, em 2019, colocou Bill Gates como o homem mais admirado do mundo, à frente de figuras como o Dalai Lama e o papa Francisco.

Na avaliação do diretor-executivo da Gates Ventures, Larry Cohen, a classificação "é bastante fantástica e reflete o trabalho árduo e a criatividade desta equipe".

No entanto, o veículo ressalta que essa imagem cuidadosamente construída foi destruída nos últimos meses após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, dos arquivos de Jeffrey Epstein.

Os documentos revelaram os vínculos de Gates com o criminoso sexual condenado, incluindo múltiplas reuniões, viagens e uma complexa rede de contatos que contradiriam anos de declarações nas quais o bilionário minimizou sua relação com Epstein.