Trump: Hezbollah e Israel concordaram em encerrar ataques mútuos

"Todos os militares que estavam a caminho já retornaram", afirmou o presidente americano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (1º) que Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah concordaram em encerrar os ataques mútuos.

"Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro israelense, (Benjamin) 'Bibi' Netanyahu, e nenhuma tropa será enviada para Beirute", escreveu o presidente americano em sua conta na Truth Social.

Trump assegurou que "todos os militares que estavam a caminho já retornaram". Ele revelou ainda que manteve uma conversa "muito positiva" com o Hezbollah, por meio de representantes de alto nível, "e eles concordaram em cessar todos os disparos: Israel não os atacará e eles não atacarão Israel".

Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação recente na região tem sido marcada por ataques e ameaças mútuas.

Segundo a posição iraniana, a trégua inclui o Líbano, mas as Forças de Defesa de Israel (FDI) continuam atacando o sul do país árabe. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira (1º) o início de ataques contra alvos do movimento xiita libanês Hezbollah no bairro de Dahieh, em Beirute.

No domingo (31), um ataque aéreo israelense contra o distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, causou a morte de pelo menos oito pessoas, entre elas três mulheres.

A agência Tasnim informou que o Irã suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos devido aos "crimes sionistas". Por sua vez, Trump afirmou que não recebeu nenhuma informação do Irã indicando a suspensão das conversas com Washington, mas acrescentou que, se isso fosse verdade, não haveria problema algum.

"Acho que temos falado demais", disse o presidente à imprensa.

No entanto, a escalada não se limita ao Líbano. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou nesta segunda-feira (1º) que as forças americanas realizaram "ataques de autodefesa" contra radares e centros de comando e controle de drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm.

O Irã realizou um ataque de retaliação contra uma base dos Estados Unidos.