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Irã declara que não tolerará continuidade dos ataques israelenses ao Líbano

O porta-voz das Forças Armadas da República Islâmica acusou Israel de ter "massacrado mais de 3.000 pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças."
Irã declara que não tolerará continuidade dos ataques israelenses ao LíbanoAP

O general Abolfazl Shekarchi, porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, advertiu nesta segunda-feira (1º) que seu país não tolerará os crimes israelenses no Líbano, segundo a agência de notícias IRNA.

"Os líderes do brutal regime sionista e seus apoiadores estão avisados ​​de que a continuação dos crimes selvagens contra o Líbano não será tolerada pelas Forças Armadas iranianas", declarou, dirigindo-se a Israel.

A este respeito, afirmou que "o regime agressor e infanticida sionista, aproveitando-se do cessar-fogo e através de uma agressão flagrante contra o território libanês, massacrou mais de três mil pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças".

Ele também acusou "as autoridades dos países ocidentais" de optarem pelo "silêncio ou apoio a esses crimes contra a humanidade". 

Anteriormente, a equipe de negociação iraniana suspendeu as conversas e a troca de mensagens com os EUA em protesto contra os ataques de Israel ao Líbano, uma das pré-condições para as negociações de cessar-fogo, chamando-os de "crimes sionistas".

  • Os ataques israelenses e a ofensiva de suas forças continuam ocorrendo apesar do cessar-fogo em vigor desde 16 de abril, um acordo que Tel Aviv vem violando de forma sistemática.
  • Desde 2 de março, a ofensiva israelense em território libanês deixou 3.371 mortos, 10.129 feridos e mais de um milhão de deslocados, segundo dados oficiais.