O Irã realizou nesta segunda-feira (1º) um ataque de retaliação contra uma base militar dos Estados Unidos, de onde teria partido um bombardeio anterior contra o território da República Islâmica. A ação foi conduzida pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã.
Em comunicado, a corporação afirmou que os alvos foram atingidos com sucesso. As autoridades iranianas também fizeram um alerta aos EUA sobre possíveis novas ações militares.
"Se a agressão se repetir, a resposta será completamente diferente, e a responsabilidade recairá sobre o agressor e sobre o regime norte-americano, responsável pelo massacre de crianças", declarou a Guarda Revolucionária.
Mais cedo, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que suas forças realizaram o que classificou como "ataques de autodefesa" contra radares e centros de comando e controle de drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm.
Paralelamente, as defesas aéreas do Kuwait ativaram seus sistemas para interceptar mísseis e drones que tentavam entrar no espaço aéreo do país.
EUA alegam "autodefesa"
Na semana passada, tropas norte-americanas já haviam realizado ataques semelhantes. O porta-voz do Centcom, Tim Hawkins, afirmou que as operações tiveram como alvo plataformas de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo Washington, tentavam instalar minas na região.
Hawkins classificou as ações como "ataques de autodefesa" e disse que elas foram realizadas para proteger as tropas dos EUA contra possíveis ameaças provenientes da República Islâmica.