Os Estados Unidos planejam reduzir seu contingente militar na Europa em um ritmo mais acelerado do que o inicialmente previsto, segundo informou no sábado (30) o jornal alemão Welt am Sonntag.
Nas próximas semanas, o Pentágono apresentará planos concretos à OTAN para cortar suas capacidades militares essenciais, uma medida que deixa pouca margem de manobra para transição entre os aliados de Washington.
Um alto funcionário do Departamento de Guerra dos EUA confirmou ao jornal que as mudanças serão incorporadas na próxima conferência de alocação de forças da OTAN a ser realizada em junho.
"Queremos fornecer aos aliados as informações e a clareza necessárias para acelerar a transição para uma defesa europeia na qual os aliados assumam a responsabilidade principal pela defesa convencional da Europa o mais rápida- e eficazmente possível", comentou o representante do Pentágono.
Modelo de Forças da OTAN sob escrutínio
Os cortes afetarão principalmente o Modelo de Forças da OTAN (NFM, na sigla em inglês), que define a capacidade de rápida mobilização da Aliança, estabelecendo quantas tropas podem chegar à linha de frente em 10 dias, quantas em 10 a 30 dias e quantos soldados podem ser mobilizados em um prazo máximo de 6 meses.
Entre as capacidades que os EUA poderiam reduzir estão bombardeiros estratégicos, sistemas de precisão de longo alcance, capacidades navais e aeronaves de reabastecimento em voo.
Segundo a reportagem, já existem dúvidas dentro das forças armadas americanas na Europa quanto a se a Aliança possui forças e capacidades suficientes para implementar plenamente seus planos de defesa regional.
Se os EUA retirarem suas capacidades adicionais do planejamento da OTAN, os fundamentos militares do compromisso de defesa coletiva do bloco ficarão ainda mais fragilizados.