Líbano acusa Israel de aplicar 'política de destruição em massa e deslocamento forçado'

Segundo dados oficiais citados pelo governo libanês, a ofensiva israelense deixou 3.371 mortos, 10.129 feridos e mais de um milhão de deslocados.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, denunciou neste sábado (30) uma escalada de tensão por parte de Israel durante uma coletiva de imprensa. Segundo ele, Tel Aviv não restringe suas ações a áreas específicas do território libanês, mas aplica uma "política de destruição em massa e deslocamento forçado".

Salam afirmou que Israel causa danos a sítios arqueológicos, incluindo locais reconhecidos como patrimônio mundial, em violação à soberania e à integridade territorial do Líbano.

O chefe de governo libanês disse que optou pelas negociações como alternativa "mais adequada e menos custosa". Ele também afirmou que o governo não poupará esforços para obter a retirada de Israel, o retorno dos deslocados, a libertação de prisioneiros e a reconstrução do país.

Ao comentar a ofensiva israelense, Salam declarou que "Israel não alcançará a segurança por meio da destruição".

Desde 2 de março, a ofensiva de Israel em território libanês deixou 3.371 mortos, 10.129 feridos e mais de um milhão de deslocados, segundo dados oficiais citados pelas autoridades libanesas.