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'Estamos reestabelecendo a Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental' - Pentágono

O secretário de Guerra, Pete Heghseth, destacou que os EUA construirão e manterão "uma sólida defesa no Pacífico Ocidental que garanta que a agressão seja inviável".
'Estamos reestabelecendo a Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental' - PentágonoAP / Achmad Ibrahim

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os EUA estão restabelecendo a Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental e garantiu que a política de "paz pela força" do país servirá como "base para uma paz duradoura no Pacífico".

"Agora estamos restabelecendo a Doutrina Monroe — a Doutrina Donroe, como gosto de chamá-la — no hemisfério ocidental, defendendo vigorosamente nossa pátria e nosso hemisfério. Protegeremos nosso povo", afirmou neste sábado (30) durante sua intervenção no fórum de segurança de Cingapura, o Diálogo de Shangri-La.

Ao mesmo tempo, o chefe do Pentágono destacou que os EUA estão construindo "um país capaz de projetar poder em qualquer parte do mundo". "Construiremos e manteremos uma defesa sólida de negação no Pacífico ocidental que garanta que a agressão seja inviável, a escalada pouco atraente e a guerra considerada irracional", assegurou.

A dissuasão por negação é uma estratégia de defesa clássica cujo objetivo é neutralizar as capacidades de um adversário de forma a impedir que ele alcance os efeitos militares ou estratégicos pretendidos.

Hegseth destacou que a postura militar dos EUA na região será "resiliente, distribuída e otimizada para impedir avanços rápidos e decisivos por meio da força militar". "Essa é a lógica da estratégia, a essência da paz por meio da força e o fundamento de uma paz duradoura no Pacífico que beneficia a todos nós. Todos nós nos beneficiamos dessa política, porque nossa força, discreta mas firme, levará à estabilidade e à paz", afirmou.

  • O termo "Doutrina Monroe" tem sido ouvido cada vez com mais frequência após o ataque dos EUA à Venezuela, bem como em meio às ameaças do país a outros países da região, em particular a Cuba, e aos inúmeros bombardeios de Washington contra supostas "lanchas do narcotráfico".
  • O termo é uma combinação do nome de batismo de Trump e da famosa Doutrina Monroe, o conjunto de políticas estabelecidas em 1823 pelo então presidente James Monroe com o objetivo original de impedir que potências europeias interviessem no hemisfério ocidental.
  • A nova doutrina de Trump baseia-se na premissa de que os Estados Unidos são a maior potência do hemisfério ocidental e, portanto, têm a capacidade e o direito de ditar como as coisas devem funcionar na região. As ideias de domínio na região foram refletidas oficialmente pela Casa Branca na Estratégia de Segurança Nacional publicada em novembro passado.