
Organizações importantes alertam para riscos de escassez de petróleo em meio à crise no Estreito de Ormuz

Importantes organismos internacionais alertaram para o risco de uma escassez de petróleo, o que representa uma ameaça à disponibilidade de combustível, caso a situação no Estreito de Ormuz não volte ao normal.
"As reservas mundiais de petróleo estão se esgotando a um ritmo recorde em resposta à significativa perda de suprimentos através do Estreito de Ormuz", afirma uma declaração conjunta dos diretores da Agência Internacional de Energia, do Fundo Monetário Internacional, do Grupo do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio.
Os dirigentes dessas organizações se reuniram justamente para "maximizar" a resposta de suas instituições aos impactos energéticos, comerciais e econômicos da guerra no Oriente Médio.

No comunicado, acrescentam que "se os fluxos de transporte marítimo não voltarem ao normal, o rápido e contínuo esgotamento das reservas mundiais de petróleo antes do pico da demanda por petróleo no verão no hemisfério norte representaria riscos crescentes para a segurança do abastecimento de combustível, as condições do mercado e a resiliência econômica em geral".
Impactos assimétricos
De acordo com os chefes dessas agências, o conflito no Oriente Médio, que começou no final de fevereiro passado após os EUA e Israel atacarem o Irã, "está gerando impactos substanciais e altamente assimétricos no abastecimento de energia, na segurança alimentar e na atividade econômica em todos os países e regiões".
Nesse sentido, eles apontam que, embora a economia mundial "continue demonstrando resiliência", os efeitos do conflito "afetam de forma desproporcional os países mais vulneráveis, por meio do aumento dos preços dos combustíveis e fertilizantes, da maior incerteza e dos riscos para o emprego e os meios de subsistência”.
Insistem que o aumento dos preços dos fertilizantes "é motivo de especial preocupação, uma vez que muitos países estão entrando na época de plantio".
Diante desse panorama, os organismos se comprometeram a permanecer em "estreito contato" à medida que a situação evoluir e a continuar coordenando seus esforços "para apoiar os países mais afetados e a estabilidade econômica global".
