A Bolívia anunciou nesta quinta-feira (28) a retomada da cooperação com a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês).
O anúncio foi feito pelo vice-ministro de Defesa Social e Substâncias Controladas, Ernesto Justiniano, após uma série de reuniões em Washington voltadas ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.
Durante os encontros, Justiniano e representantes da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN) discutiram mecanismos de cooperação técnica e troca de informações com a agência norte-americana.
Segundo autoridades bolivianas, o objetivo é "fortalecer a resposta" às organizações criminosas que atuam em diferentes países da região.
De acordo com o governo, as redes ligadas ao tráfico de drogas operam de forma integrada entre Bolívia, Brasil, Paraguai e Peru, o que exige maior articulação internacional.
A reaproximação com a DEA ocorre em meio a operações contra grupos criminosos na América do Sul e à busca por foragidos ligados ao narcotráfico, entre eles o uruguaio Sebastián Marset Cabrera, procurado por autoridades de vários países.